LORIGA E SACAVÉM - Localidades geminadas


BRASÕES DE LORIGA E DE SACAVÉM

LORIGA E SACAVÉM - LOCALIDADES GEMINADAS

Sacavém, foi o destino preferido para muitos loricenses, entre as
décadas de quarenta e de setenta do século XX.
Estes loricenses,que,com muita dor, tiveram que deixar a sua terra
para procurar uma vida melhor,tiveram um papel fundamental no
desenvolvimento da então vila de Sacavém.
Sacavém,tornou-se a localidade,depois da vila de Loriga,com maior
número de loricenses residentes.Com o tempo,alguns destes loricenses
e seus descendentes,foram-se espalhando por outras localidades dos
arredores de Lisboa, e pela capital.
Em 5 de Março de 1987,um grupo destes dinâmicos loricenses,fundaram
em Sacavém,a ANALOR,Associação dos Naturais e Amigos de Loriga.Esta
associação foi desde logo apoiada pela autarquia local,em
reconhecimento pelo papel desempenhado pelos loricenses em Sacavém.
Em 1 de Junho de 1996,foi assinado entre as autarquias das vilas de
Loriga e Sacavém,um protocolo de geminação entre as duas
localidades.Esta consequência da mútua afectividade
existente,coincidiu com a inauguração da nova sede da ANALOR,sede
que não existiria sem o apoio da autarquia sacavenense.Outra
coincidência,foi o facto de estar a decorrer a 8ª Semana Serrana,um
evento cultural de grande qualidade, organizado anualmente em
Sacavém pela ANALOR.Esta prestigiada associação,publica regularmente
o jornal Garganta de Loriga,grande pólo de união e comunicação entre
os loricenses espalhados pelo mundo.Foi através desse jornal,e pelo punho de António Conde, um muito conhecido benfeitor e divulgador Loricense,que os naturais desta histórica vila começaram a ter maior consciência da sua história mais remota,e do seu património histórico.Aliás,é a António Conde, esse Loricense, que se deve a grande divulgação que Loriga tem tido em Portugal e em todo o mundo,e a sua acção de sensibilização foi determinante para a resolução dos principais problemas da vila.
A ANALOR,é uma associação fundamental para a vila de Loriga e para
os loricenses.

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Associação dos Naturais e Amigos de Loriga

Esta prestigiada associação foi fundada em 1987 por loricenses dos
tais que,por conta própria ou dentro de qualquer instituição ou
associação loricense,trabalham incansávelmente para promover a sua
terra-natal e contribuir para a resolução dos poblemas que a
afectam.Loriga deve muito a estes loricenses que,embora não residam
na vila,têm lá os seus corações e as suas almas,aqueles que
desenvolvem permanentemente um imenso trabalho pessoal ou colectivo
(conforme a opção) pela terra que os viu nascer.
A A.N.A.L.O.R publica um jornal,o Garganta de Loriga,que é um
importante meio de comunicação entre os loricenses espalhados pelo
país e pelo mundo.
Foi o jornal Garganta de Loriga que pela escrita do grande
Loricense, António Conde, acordou os naturais desta vila serrana para a sua história
mais antiga.


HOMENAGEM A UM GRANDE LORICENSE/LORIGUENSE

HOMENAGEM:O Sr.Conde,de uma forma discreta,já que a promoção pessoal nunca
foi o seu objectivo,tem dedicado grande parte do seu tempo ao estudo e
investigação da história,à defesa do património e do desenvolvimento,e à
divulgação da vila de Loriga.Uma pequena parte do resultado do seu estudo
sobre a história da vila de Loriga foi já publicada no jornal Garganta de
Loriga e em outra imprensa local,regional,nacional e internacional. Essa
pequena parte da sua pesquisa está disponível em diversos sites e outras
publicações sobre Loriga(com ou sem referências ao seu nome),de diversos
autores,e é conhecida dos loricenses.Estão também disponíveis,nos mais
diversos sites ( a Wikipédia é um deles ) e outras publicações,extractos
de alguns dos seus artigos publicados(com ou sem referências ao seu nome).
São também conhecidas,e tendo em vista exclusivamente os objectivos
referidos,as suas sempre assumidas iniciativas,nos poderes
públicos,entidades oficiais,imprensa regional e nacional, e estações de
televisão portuguesas e estrangeiras.
É um loricense sempre atento a tudo que se passa na sua terra-natal,à qual
o prendem fortes raízes.O seu trabalho tem sido de grande importância para
a resolução dos principais problemas da vila de Loriga,para o conhecimento
da sua história,e para a sua divulgação,dentro e fora de Portugal.O seu
trabalho foi,e tem sido fundamental,para tirar Loriga da sombra em que
esteve mergulhada,dando-a a conhecer a Portugal e a todo o mundo.
A propósito dos principais problemas da vila,destaca-se,por exemplo,a sua
decisiva intervenção nos seguintes casos:Conclusão da EN 338(conhecida
localmente por Estrada de S.Bento),construção do novo edifício da Escola
C+S de Loriga,reparação da EN 231,construção do quartel dos Bombeiros
Voluntários de Loriga,classificação do património histórico,ordenamento
dos símbolos heráldicos da vila,instalação de um museu dos
lanifícios,construção de um pavilhão gimnodesportivo.
O Sr.Conde não se tem preocupado apenas com a vila,mas também com a Região
de Loriga,ou seja,com as outras seis freguesias cujas àreas pertenciam ao
antigo Município de Loriga.É uma região com uma identidade própria,a
preservar e desenvolver,e que ele tem defendido e divulgado como tal.
Aliás,o Sr.Conde é um homem de cultura,com grandes e diversificadas
capacidades,e como tal,o trabalho pela sua terra-natal e pela sua região,é
apenas uma parte dos seus interesses e actividades.
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EXTRACTOS DE ALGUNS DOS TESTEMUNHOS MAIS SIGNIFICATIVOS:

"Já todos nos habituámos à regular colaboração do nosso conterrâneo
António Conde.São homens como ele que alimentam a curiosidade e o
interesse sobre as problemáticas locais e sobre a imprensa regional...
...Este loriguense é um homem preocupado com a terra que o viu nascer,à
qual o prendem fortes raízes.No entanto,pela sensibilidade com que
escreve,pelos apelos que faz à unidade loriguense,António Conde tem
revelado,ao longo dos anos que vem mantendo colaboração no jornal,um
pensamento coerente e linear.
Concorde-se ou não com o acentuado sentido crítico que empresta aos seus
artigos,nomeadamente na sua crónica"Quo vádis Lorica",o facto é que
António Conde não se limita a falar dos problemas,mas aponta soluções.Por
isso,a redacção do "GL" considera-o um loriguense de causas.
...Digam lá se o exemplo de António Conde não é de seguir.
Este loriguense,para além de reclamar junto dos poderes públicos para a
resolução dos problemas de Loriga,não guarda para si a informação
recebida,antes a envia ao "GL",para que todos a conheçam.Preto no
branco,com cópias dos ofícios e tudo.
Assim é que é!Obrigado António Conde,pela consideração que tem pelo
"GL",pela ANALOR,e por Loriga."

(In jornal Garganta de Loriga(GL),Maio de 2002)


"Dizer Bem – Promover Loriga

Há coisas e situações que, no dia-a-dia, merecem que as olhemos de forma
positiva.

António Conde,homem de grande cultura,homem de grandes convicções e
princípios,e muito ligado às chamadas "novas tecnologias",é o principal
responsável pela divulgação de Loriga e da sua história,e um dos
principais responsáveis pela resolução dos principais problemas da vila.
O Sr.Conde é hoje muito diferente do homem que deixou a sua querida
terra-natal há vinte anos,e mesmo quando residia na sua vila de Loriga,já
era muito
mais do que muitos dos seus conterrâneos pensavam ou ainda pensam dele!
Embora alguns seus conterrâneos tenham dificuldade em aceitar,por
incredulidade ou má-fé,a realidade é que Loriga deve muito a este seu
filho,que,ao
contrário de outros por aí que fizeram muito menos,ou não fizeram nada
pela sua terra,não procura publicidade nem notoriedade.Por exemplo,não
existe
nenhum site assinado com o seu nome,mas a maioria dos sites a nível
nacional e internacional que falam de Loriga e da sua história (e já são
muitos) fazem-no
graças à pesquisa e divulgação do Sr.Conde.
Sem a acção do Sr.Conde,a vila de Loriga não seria o que é,não seria tão
conhecida,e a sua verdadeira história e do seu património ainda estariam
na
penumbra.Ninguém conseguiu mais para a sua terra-natal que o
Sr.Conde,especialmente nos últimos 17 ou 18 anos!"

(In blog Dizer Bem,artigo escrito por: Jorge Andrade em 20 de Julho de
2006. 10:49 PM)

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"Loriga a concelho
Loriga,vila e sede de concelho desde o século XII,pagou caro pelo apoio
dado aos "absolutistas" contra os "liberais".
Numa época em que a consciência democrática era inexistente,havia
retaliações para quem tinha ideias diferentes das de quem detinha o poder.
Em tais circunstâncias,há sempre quem queira beneficiar do mal
alheio,e,para tal,ajude a provocar a precipitação dos acontecimentos.
O concelho de Loriga ,foi extinto pela vingança politica e pelos
interesses expansionistas de quem beneficiou com o facto.Uma completa
injustiça!
Passados cento e quarenta e dois anos,a vila e a Região de
Loriga,continuam "a cumprir a pena à qual foram condenadas",como se
estivessem a pagar juros.
De vêz em quando,como acontece actualmente,a"pena"é aliviada e surge algum
progresso,mas,a história diz-nos que esta é uma situação rara.A realidade
local confirma-o.
O concelho de Loriga,incluia mais de trinta povoações,entre freguesias e
suas anexas,e algumas estão agora a quarenta quilómetros da actual sede de
municipio.A vila de Loriga está a vinte quilómetros.
Se o concelho de Loriga não for restaurado a curto prazo,daqui a poucas
décadas a região estará repleta de aldeias fantasmas,e a vila de Loriga
estará pouco melhor.
Fala-se muito no caso de Vizela,mas,o caso de Loriga é mais grave,embora
não seja tão mediatizado,e é de resolução mais urgente.
Não se fala de um Movimento para a Restauração do Concelho de Loriga,nos
jornais,rádios e televisões,mas,em nome de toda a lógica
administrativa,democrática e politica,o problema tem que ser resolvido.Só
assim a região de Loriga terá futuro.

António Conde"
(In jornal Correio da Manhã,de 28 de Agosto de 1997)

"Loriga a concelho
Já tinha lido há algum tempo no Correio da Manhã,este artigo de António
Conde,nosso conterrâneo e colaborador deste jornal,acerca da extinção do
concelho de Loriga,causas e consequências.
O texto,que eu,com a devida vénia,transcrevo para "este espaço",está à
vossa disposição na internet,na "Home Page" da vila de Loriga,e em
http://www.terravista.pt/Meco/1087.E foi daí que o tirei.
Como adenda,aproveito para juntar alguns números,resultantes das últimas
eleicões autárquicas,para assim se compreender melhor o artigo.
Assim:
O concelho de Seia,com uma àrea de 448km2,é o 6º maior do Distrito da
Guarda(que tem 14).Com 29 freguesias e uma população de 29990 habitantes e
26683 eleitores.É o mais populoso,logo a seguir à Guarda!
Em termos de comparação,temos Sabugal com 40 freguesias e dezenas de
anexas,numa àrea de 827 km2 para 16320 habitantes.
O concelho de Manteigas é o mais pequeno do Distrito da Guarda,com uma
àrea de 112 km2 ,3 freguesias e 3758 eleitores.
Agrupando as localidades desde o rio Alva,excluíndo Lapa e Vila Cova,até
às Pedras Lavradas,temos:Valezim,Sazes,Sandomil,Cabeça,Alvoco,
Teixeira,e
Vide.A estas freguesias há ainda a acrescentar as anexas,que só Vide tem
28!
Este conjunto de freguesias que formariam o concelho de Loriga,somam entre
si um número de eleitores superior a 6500,o que nos colocaria à frente de
78 municípios com uma população e número de eleitores mais pequena que a
nossa!
Como disse,ficam aqui dados concretos para a discussão,agora que se fala
tanto em novos concelhos,descentralização e regionalização...Vamos a
isso!?"

(In jornal Garganta de Loriga,em Junho de 1998)


IN HOMAGE TO A GREAT LORICENSE/LORIGUENSE

António Conde, Mr.CONDE,of one forms discrete,since the personal promotion never was its intent,has dedicated great part of is time to
the study and inquiry of history,to the defense of the patrimony and the development,and to the spreading of the town of
Loriga.One small part of the result of its study on the history of the town of Loriga already was published in the periodical
Garganta de Loriga and another press place,regional,national and the international.This small part of its research is available in
diverse sites and other publications on Loriga (with or without references to its name),of diverse authors,and is known of the
Loricenses.They are available,in the most diverse sites and other publications,trade bills of some of its published articles(with
or without references to its name).
Also they are known,and in view of exclusively the related intent,its always assumed initiatives,in being able them public,official
entities,the regional and national press,and portuguese and foreign television stations.
It is a always intent Loricense to that if it passes in its land-birthplace,which arrests strongs roots.Its work has been of great
importance for the resolution of the main problems of the town of Loriga,for the knowledge of its history,and for its spreading,inside and outside of Portugal.The its work it was,and it has been basic,to take off Loriga of the shade where it was
dived,giving it to know it Portugal and the whole world.
By the way of the main problems of the town,it is distinguished,for example,its decisive intervention in the following
cases:Conclusion of EN 338 (known local for Estrada de S.Bento),construction of the new building of Escola C+S de
Loriga,repairing of EN 231,construction of the quarter of the Bombeiros Voluntários de Loriga,classification of the historical
patrimony,order the heraldic symbols of the town,installation of a museum o the wool manufacturing,constrution of a hall of
desports.
The Mr.CONDE has not been worried only about the town,but also about Region of Loriga,that is,with the villages who
belonged to the old Municipality of Loriga.Is the region with a proper identity,to preserve and develop,and that i has defended
and divulgedas such.
By the way,the Mr.CONDE is a culture man,with great and diversified capacities,and as such,the work for its land-birthplace
and its region,is only one part of its interests and activities.

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LORIGA

40º 19' N 7º 41'O

Gentílico - Loricense ou loriguense

Área - 36,52 km²
Densidade - 37,51 hab./km² (2005)
Orago - Santa Maria Maior
Código postal - 6270

Apelidada de "Suíça Portuguesa", é a vila mais
alta de Portugal.
Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, e densidade populacional de 37,51 hab/km² (2005). Tem uma povoação anexa, o Fontão.

Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é directamente acessível
pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Torre, pela referida EN338,estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos,com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m
(Portela de Loriga,também conhecida por Portela do Arão) e 1650m, acima da Lagoa Comprida.

É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada
por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m),e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da Nave, um afluente que tem um curso extraordinário e passa por uma das zonas mais belas do Vale de Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta altitude junto das
quais se encontra uma conhecida quinta.

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais,que abrangem todas as àreas e todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo
Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense,
fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de
Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis
Leitão.
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes loricenses, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma
estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os
romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira), de que derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da
Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e a Lorica é a peça principal do brasão da vila.O brasão antigo da vila era constituído por uma couraça em prata e uma estrela com sete pontas em ouro,sendo que o escudo era de azul celeste.
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e
que transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII,reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A tradição local e diversos antigos documentos apontam Loriga como berço de Viriato, e no início do século XX existiu mesmo um movimento loricense para lhe erigir um estátua na vila, o que não chegou a
concretizar-se.O documento mais famoso,embora não
seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato, é o livro manuscrito História da Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato,na parte mais antiga do centro histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual os loricenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais fácil de pronunciar (aliás não existe nenhum santo com o nome de Ginês).
Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a
Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso,
em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi
aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os
estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada),não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc,fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, do maus acessos que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o
facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio.

Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região.
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 ( João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques ), 1249 ( D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa,teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em
1855. A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga).
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho e
algumas freguesias da sua região, situam-se a uma
distância muito maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de
Loriga.
Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga,esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Ginês,talvêz por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Loriga celebrou acordo de geminação com:
• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.


Para saberem mais sobre esta vila bela e histórica,visitem os melhores e mais visitados sites sobre Loriga, e outros sites cujos links se seguem.

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Os melhores sites sobre a terra-natal de Viriato / The best sites about the land of Viriathus


LORIGA - PORTUGAL

LORIGA - SERRA DA ESTRELA - PORTUGAL

COMUNIDADE LUSÓFONA

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA – HISTÓRIA CONCISA

LORIGA – VILA BELA E HISTÓRICA

LORIGA - TERRA DE VIRIATO - Viriathus was born in Loriga

LORIGA – VILA DE PORTUGAL

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA E SACAVÉM – Localidades geminadas

LORIGA – PORTUGAL

LORIGA – VILA HISTÓRICA DE PORTUGAL

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA - SERRA DA ESTRELA - PORTUGAL

LORIGA

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA – LAND OF VIRIATHUS

Loriga – Vila de Portugal

LORIGA E SACAVÉM

LORIGA - PORTUGAL


LORIGA – LAND OF VIRIATHUS

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Os melhores vídeos sobre a terra-natal de Viriato / The best videos about the land of Viriathus



LORIGA - PORTUGAL

LORIGA - SERRA DA ESTRELA - PORTUGAL

LORIGA na COMUNIDADE LUSÓFONA

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA - SERRA DA ESTRELA - PORTUGAL

LORIGA LUSÓFONA

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LORIGA – LAND OF VIRIATHUS

Land of Viriathus

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA – LAND OF VIRIATHUS


Outros sites sobre Loriga / Others sites about Loriga


LORIGA - PORTUGAL

LORIGA - SERRA DA ESTRELA - PORTUGAL

LORIGA na COMUNIDADE LUSÓFONA

História Concisa de LORIGA

LORIGA – Terra de VIRIATO – VIRIATHUS was born in LORIGA

LORIGA – Vila de PORTUGAL

LORIGA – História resumida

LORIGA e Sacavem – Localidades geminadas

LORIGA – Escola C+S

LORIGA - Bombeiros

LORIGA – Escola Básica

LORIGA – Land of VIRIATHUS

LORIGA - SERRA DA ESTRELA - PORTUGAL

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA – Vila de PORTUGAL

LORIGA – Terra de VIRIATO

LORIGA – SERRA DA ESTRELA

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA – História concisa

LORIGA – Vila de Portugal

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA – LAND OF VIRIATHUS

LORIGA & Sacavem

LORIGA - PORTUGAL

LORIGA

LORIGA - PORTUGAL

Bombeiros Voluntários de LORIGA - PORTUGAL

Banda Filarmónica de Loriga

VIRIATHUS was born in LORIGA - PORTUGAL

Estância de Esqui de LORIGA

Associação de Freguesias da Serra da Estrela

Historiador e Benfeitor de LORIGA – Página de homenagem

Historiador e Benfeitor de LORIGA – Página pessoal

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LORIGA – Photos II

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LORIGA – Vídeo I

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